Liderança em Situações de Emergência – Benchmarking AMC, por Equipe BWint

 

Administrar um hospital de grande porte ou um complexo hospitalar permite trabalhar com desafios e buscar oportunidades estratégicas que se tornam benchmarking para organizações de Saúde (de qualquer tamanho) e empresas de outros setores. Se algo funciona em um hospital de grande porte — considerada por Peter Drucker a organização mais complexa que existe —, tem grande possibilidade de ser adaptada e implantada em qualquer empresa ou no setor público. Isto porque variáveis complexas a serem gerenciadas — equipes heterogêneas, altas expectativas dos clientes, gerenciamento de múltiplos stakeholders, responsabilidade social, alinhamento constante de Valores Corporativos com Visão e Missão — fazem parte da rotina de qualquer hospital e representam grandes desafios para os gestores. Algo como um laboratório para o desenvolvimento de práticas de Gestão Estratégica Integrada.

Na BWint – Business with Intelligence, realizamos um case de Treinamento e Desenvolvimento junto ao Americas Medical City (AMC), em 2016, que trouxe diversos ensinamentos sobre o papel das lideranças em situações de crise (que se aplicam a qualquer empresa ou profissional que enfrentem adversidades externas). O AMC foi o hospital de referência para o evento, em virtude do porte e da excelência da instituição, além de sua localização privilegiada (Barra da Tijuca, próximo aos locais da maioria das competições). A direção do Americas Medical City coordenou um treinamento para situações de emergência com múltiplas vítimas, como diversos hospitais brasileiros realizam, até por exigência dos processos de acreditação.

No caso do AMC, o treinamento não se limitou aos aspectos assistenciais e técnicos. A BWint criou, sob medida para o Americas, um programa que ampliou o foco assistencial ao enfatizar as competências gerenciais e pessoais para o desenvolvimento e atuação de lideranças em situações de crise. Com base neste case, listamos quatro conclusões e recomendações para ações estratégicas de lideranças em situações de crise e emergência.

1 – Isole as competências técnicas. É importante tirar os participantes da zona de conforto, para que as competências de liderança (pessoais e gerenciais) possam ser trabalhadas. O que ocorre na área de Saúde, também se aplica para profissionais de outras áreas com alto grau de especialização, de advogados a engenheiros, de publicitários a analistas financeiros.

2 – Mude o ambiente. O local do treinamento é de extrema importância. Ele permite realizar simulações com variáveis controladas e acrescentar desafios em tempo real para as lideranças participantes. Desta forma, se desenvolve a capacidade de assimilar informações não-planejadas e a reformulação dos processos estratégicos.

3 – Enfatize as tomadas de decisão. Muitos programas de desenvolvimento de executivos apresentam poucos resultados no pós-treinamento porque não focam adequadamente no processo de tomada de decisão de lideranças. No caso do Americas Medical City, foram criadas situações complexas que exigiam tomadas de decisão em pouco tempo e dispondo de poucos recursos.

4 – Multiplique os resultados. A eficácia de um treinamento de Liderança em Situações de Emergência está diretamente ligada à cultura de Gestão de Crises dentro de uma organização. Por isso, é fundamental haver um programa que trabalhe essa disseminação em vários níveis e setores da organização, customizando, como foi feito no Americas Medical City, para potencializar os conhecimentos e habilidades das diversas áreas.

Caso você deseje mais informações sobre a metodologia da BWint – Business with Intelligence ou queira um projeto sob medida para sua empresa, entre em contato através do e-mail contato@bwint.com.br ou o telefone (21) 3443-6478.